Especificaciones y análisis del Renault Vel Satis
Potência
150CV
Torque
340Nm
Consumo
7.3l/100
Emissões
194g/km
0-100 km/h
10.3s
Vel. Máx.
200km/h
Peso
1665kg
Preço
47,620€
Resumo técnico
Gasóleo
Manual 6v
FWD
5 / 5 portas
460 L
80 L
110 kW
Atual
Especificações técnicas
Motor
Capacidades
Análise detalhada do Renault Vel Satis Initiale 2.0 dCi 150 CV (2008)
Descrição geral
O Renault Vel Satis de 2005, na sua versão Initiale 2.0 dCi de 150 CV, apresenta-se como uma berlina de luxo que desafia as convenções. Com um design arrojado e uma clara aposta no conforto, este veículo procurava oferecer uma experiência de condução diferente, afastada da sobriedade dos seus concorrentes alemães. O seu motor diesel de 150 CV, combinado com uma caixa de velocidades manual de 6 velocidades, prometia um equilíbrio entre prestações e eficiência, ideal para longas viagens por estrada.
Experiência de condução
Ao volante do Vel Satis, a sensação predominante é de uma grande suavidade e isolamento. A suspensão, do tipo McPherson no eixo dianteiro e paralelogramo deformável no traseiro, filtra eficazmente as irregularidades do asfalto, proporcionando um conforto de marcha excecional. O motor 2.0 dCi, com os seus 150 CV e 340 Nm de binário, oferece uma resposta enérgica desde baixas rotações, permitindo ultrapassagens seguras e uma condução relaxada. A direção, embora não seja a mais comunicativa, é precisa e contribui para a sensação de estabilidade. Em curvas, o Vel Satis mostra-se estável, embora o seu tamanho e peso convidem a uma condução mais tranquila do que desportiva. O habitáculo é um oásis de tranquilidade, com um excelente isolamento acústico que minimiza o ruído do motor e do exterior.
Design e estética
O design do Renault Vel Satis é, sem dúvida, o seu traço mais distintivo e polarizador. Com as suas linhas volumosas e uma silhueta que se afasta das berlinas tradicionais, o Vel Satis procurava a originalidade. A sua frente imponente, com grandes faróis e uma grelha proeminente, confere-lhe uma presença única. A parte traseira, com a sua porta vertical e os seus farolins elevados, reforça o seu caráter atípico. No interior, a aposta na amplitude e no luxo é evidente. Os materiais de alta qualidade, os acabamentos cuidados e a ergonomia bem pensada criam um ambiente sofisticado e acolhedor. Os bancos, especialmente os da versão Initiale, são extremamente confortáveis e oferecem um excelente apoio, mesmo em viagens longas.
Tecnologia e características
No capítulo tecnológico, o Vel Satis Initiale de 2005 incorporava elementos avançados para a sua época. O motor 2.0 dCi de 150 CV, com injeção direta por conduta comum, turbo de geometria variável e intercooler, era um exemplo de eficiência e rendimento. A transmissão manual de 6 velocidades permitia aproveitar ao máximo as capacidades do motor. Quanto à segurança, contava com travões de disco ventilados de 324 mm no eixo dianteiro e discos de 300 mm no traseiro, garantindo uma travagem potente e segura. Embora não se especifiquem todos os sistemas de assistência à condução, é de esperar que um modelo desta categoria e ano incluísse os elementos de segurança ativa e passiva mais avançados disponíveis nesse momento.
Concorrência
O Renault Vel Satis enfrentava um segmento de berlinas de luxo dominado por modelos como o Audi A6, o BMW Série 5 e o Mercedes-Benz Classe E. Também competia com o Citroën C6 e o Lancia Thesis, outros veículos que, tal como o Vel Satis, apostavam num design mais arriscado e num enfoque no conforto. Face aos seus rivais alemães, o Vel Satis oferecia um maior nível de originalidade e uma proposta de conforto superior, embora talvez carecesse da imagem de prestígio e da dinâmica de condução mais desportiva que alguns dos seus concorrentes ofereciam.
Conclusão
O Renault Vel Satis Initiale 2.0 dCi de 150 CV é um carro que, apesar do seu design controverso, oferece uma experiência de condução muito gratificante. O seu conforto, amplitude e equipamento tornam-no um excelente companheiro de viagem. É um veículo para aqueles que procuram diferenciar-se e valorizam o conforto acima de tudo. Embora não tenha sido um sucesso de vendas, a sua proposta única torna-o um carro com um encanto especial, um verdadeiro 'carro de autor' que merece ser redescoberto pela sua singularidade e pela sua aposta no luxo francês.




