Especificaciones y análisis del Lancia Thesis
Potência
170CV
Torque
226Nm
Consumo
12l/100
Emissões
286g/km
0-100 km/h
10.9s
Vel. Máx.
215km/h
Peso
1865kg
Preço
40,605€
Resumo técnico
Gasolina
Automático 5v
FWD
5 / 4 portas
400 L
75 L
125 kW
Atual
Especificações técnicas
Motor
Capacidades
Análise detalhada do Lancia Thesis 2.4 20v Emblema CAE · 170 CV (2008)
Descrição geral
O Lancia Thesis não é apenas um carro, é uma declaração de intenções, uma tentativa ousada da Lancia de reivindicar o seu trono no segmento de sedans de luxo. Lançado em 2002, este veículo destacou-se da sobriedade alemã com um design que evoca paixão e um conforto que beira o sublime. É uma obra de arte sobre rodas, um carro com alma que o transporta para uma era onde a elegância e a distinção eram a prioridade máxima.
Experiência de condução
Conduzir o Thesis é uma experiência sensorial única. A sensação predominante é a de flutuar sobre o asfalto, graças a uma suspensão de duplo braço triangular que isola os ocupantes de qualquer imperfeição. O motor de 5 cilindros e 170 cv entrega a sua potência de forma suave e linear, sem brusquidão, acompanhado por uma transmissão automática que prioriza o conforto absoluto. Não é um carro para procurar limites desportivos, mas para desfrutar da viagem numa atmosfera de serenidade e requinte quase aristocrático.
Design e estética
O design do Lancia Thesis é a sua alma e a sua característica mais definidora. É uma escultura retrofuturista que polariza opiniões: ou se ama ou não se entende. A sua imponente grelha frontal, inspirada nos Lancia clássicos, e os seus finos faróis traseiros LED, uma inovação na sua época, criam uma silhueta inconfundível. O interior é um salão de luxo, onde madeira, couro e magnésio se combinam com mestria artesanal, criando um ambiente acolhedor e envolvente que o faz sentir-se especial.
Tecnologia e características
Para a sua época, o Thesis era uma vitrine tecnológica. Equipava um avançado sistema de infoentretenimento com ecrã a cores, navegação e um sistema de som Bose de alta fidelidade. Incorporava também elementos como a suspensão adaptativa 'Skyhook', que lia a estrada para ajustar o amortecimento em tempo real, e um climatizador com difusão suave para evitar correntes de ar diretas. A sua tecnologia estava totalmente orientada para maximizar o bem-estar e o conforto dos passageiros.
Concorrência
O Thesis enfrentou os titãs alemães do segmento: o Mercedes-Benz Classe E, o BMW Série 5 e o Audi A6. Enquanto os seus rivais apostavam na eficiência dinâmica e numa imagem mais conservadora, o Lancia oferecia uma alternativa baseada no estilo, na exclusividade e num conforto de condução superior. Era a escolha para o condutor que não precisava de provar nada, que valorizava a beleza e a personalidade acima do desempenho puro.
Conclusão
O Lancia Thesis foi um fracasso comercial, mas um sucesso retumbante como exercício de estilo e audácia. É um carro incompreendido na sua época, destinado a tornar-se um clássico de culto. Representa o último grande brilho da Lancia que conhecíamos, uma marca capaz de criar automóveis com uma personalidade avassaladora. Hoje, possuir um Thesis é um ato de romantismo automobilístico, um tributo à beleza e à diferença num mundo de uniformidade.
