Lancia Thesis 2.4 20v Emblema CAE · 170 CV (2003-2008)

2002
Gasolina
FWD
Automático 5v

Especificaciones y análisis del Lancia Thesis

Potência

170CV

Torque

226Nm

Consumo

12l/100

Emissões

286g/km

0-100 km/h

10.9s

Vel. Máx.

215km/h

Peso

1865kg

Preço

43,360

Resumo técnico

Combustível

Gasolina

Transmissão

Automático 5v

Tração

FWD

Lugares

5 / 4 portas

Porta-malas

400 L

Tanque

75 L

Potência

125 kW

Estado

Atual

Especificações técnicas

Motor

Potência máxima170 CV / 125 kW
Torque máximo226 Nm
Tipo de combustívelGasolina
TransmissãoAutomático 5v

Capacidades

Tanque75 L
Porta-malas400 L

Análise detalhada do Lancia Thesis 2.4 20v Emblema CAE · 170 CV (2003-2008)

Descrição geral

O Lancia Thesis não é apenas um carro; é uma declaração de princípios, um desafio italiano audacioso e poético à sobriedade alemã que dominava o segmento de sedãs de luxo no início dos anos 2000. Concebido como uma obra de arte sobre rodas, seu fracasso comercial o transformou em um objeto de culto, um tesouro para aqueles que entendem que um automóvel pode ser, acima de tudo, uma expressão de beleza e caráter.

Experiência de condução

Assumir o volante do Thesis é como entrar em uma bolha de serenidade e conforto. Não procure uma resposta esportiva; sua alma reside na viagem prazerosa e isolada do mundo exterior. O motor de 5 cilindros e 170 cv emite um som melódico e distinto, empurrando suavemente seus mais de 1800 kg de peso. A transmissão automática e uma suspensão projetada para flutuar sobre o asfalto convidam você a desfrutar da viagem sem pressa, transformando cada quilômetro em uma experiência relaxante e suntuosa.

Design e estética

O design é sua razão de ser e sua maior controvérsia. Com uma frente imponente inspirada nos Lancia clássicos e uma traseira inesquecível com suas finas lanternas de LED verticais, o Thesis é uma escultura que não deixa ninguém indiferente. Sua estética neorretrô quebrou moldes e se afastou corajosamente da previsibilidade de seus concorrentes. Por dentro, o luxo é quase artesanal, com uma exibição de madeiras nobres, couro de alta qualidade e uma atmosfera que o acolhe com o calor e o estilo inconfundivelmente italianos.

Tecnologia e características

Para sua época, o Thesis era uma vitrine tecnológica. Oferecia um nível muito elevado de equipamentos e sofisticação, buscando mimar seus ocupantes com recursos como um sistema de navegação avançado, um sistema de som Bose de alta fidelidade e uma suspensão controlada eletronicamente que lia a estrada para garantir o máximo conforto. Era um salão sobre rodas que integrava a tecnologia não para impressionar, mas para servir ao bem-estar a bordo.

Concorrência

Sua luta foi titânica e desigual contra os reis estabelecidos do segmento: o Mercedes-Benz Classe E, o BMW Série 5 e o Audi A6. O Thesis não pretendia vencê-los em seu próprio terreno de eficiência e esportividade, mas oferecer uma alternativa emocional. Era o carro para o comprador que buscava exclusividade, um design que contasse uma história e uma experiência de luxo diferente, mais calorosa e pessoal do que a fria perfeição alemã.

Conclusão

O Lancia Thesis é o canto do cisne de uma marca que ousou sonhar. Um carro incompreendido em seu tempo, mas cuja audácia e personalidade ressoam hoje com mais força do que nunca. Não é uma compra racional, mas um ato de paixão pelo design e pela individualidade. Possuir e dirigir um Thesis é reivindicar que um carro pode ser muito mais do que um meio de transporte; pode ser uma fonte de emoção e uma peça da história do automobilismo.