Especificaciones y análisis del Dacia Duster
Potência
109CV
Torque
240Nm
Consumo
5.6l/100
Emissões
145g/km
0-100 km/h
12.5s
Vel. Máx.
168km/h
Peso
1369kg
Preço
16,800€
Resumo técnico
Gasóleo
Manual 6v
AWD
5 / 5 portas
443 L
50 L
80 kW
Atual
Especificações técnicas
Motor
Capacidades
Análise detalhada do Dacia Duster Ambiance dCi 110 CV 4x4 (2010)
Descrição geral
O Dacia Duster de 2010 não foi apenas um carro, foi uma declaração de intenções. Irrompeu no mercado como uma lufada de ar fresco, democratizando a aventura e provando que não é preciso uma fortuna para ter um autêntico 4x4. A sua essência não reside no luxo, mas na promessa de liberdade, na capacidade de escapar ao asfalto e explorar novos horizontes sem medo de quebrar o mealheiro.
Experiência de condução
Ao volante, o motor dCi de 110 cv parece honesto e cheio de vontade. O seu generoso binário desde baixas rotações move o conjunto com uma desenvoltura surpreendente, sem pretensões desportivas, mas com a robustez de uma ferramenta fiável. A caixa de velocidades manual, com uma primeira marcha muito curta, é um aceno à sua alma campestre, pronta para trepar por onde outros não se atrevem. Na estrada é um companheiro de viagem confortável, mas é fora dela que a sua alma se solta, transmitindo uma confiança e uma ligação mecânica que muitos SUV modernos e superassistidos perderam.
Design e estética
O seu design é pura funcionalidade. Linhas musculosas e simples, uma generosa altura ao solo e cavas das rodas marcadas que gritam 'sou capaz'. Não há adornos supérfluos, apenas uma carroçaria pensada para a batalha. Por dentro, a filosofia é a mesma: um habitáculo dominado por plásticos duros e duráveis, concebidos para aguentar a lama das botas e a agitação da vida real, não para ganhar concursos de elegância. É um espaço amplo, prático e despretensioso.
Tecnologia e características
A tecnologia no Duster de 2010 é a da simplicidade. Numa era de ecrãs e assistentes, ele oferecia uma experiência analógica e pura. A sua maior proeza tecnológica não estava no painel de instrumentos, mas sob o chassi: um sistema de tração 4x4 selecionável, eficaz e simples, com modo de bloqueio. É um carro que lhe devolve o controlo, que confia no condutor e não num exército de sensores, criando um vínculo direto e sincero entre a máquina, o piloto e o terreno.
Concorrência
Quando chegou, o Duster jogava numa liga própria. Enquanto modelos como o Suzuki SX4 ou o Fiat Sedici ofereciam tração integral num formato mais compacto, nenhum conseguia igualar a sua combinação de espaço, robustez de SUV e, acima de tudo, o seu preço imbatível. Para encontrar algo remotamente semelhante em capacidade e tamanho, era preciso olhar para veículos muito mais caros ou mergulhar no mercado de segunda mão. O Duster não tinha rivais diretos; ele criou o seu próprio segmento.
Conclusão
O Dacia Duster é muito mais do que um simples meio de transporte; é um facilitador de memórias, a chave que abre a porta para escapadelas de fim de semana e caminhos esquecidos. A sua honestidade brutal e a sua falta de luxos são, paradoxalmente, a sua maior virtude, libertando-o do medo de um arranhão ou de uma mancha. É um carro que pede para ser usado, vivido e desfrutado sem complexos. Um herói humilde para o aventureiro do quotidiano que conquistou um lugar no coração de milhares de condutores.




