Citroën C4 Cactus e-HDI 92 ETG6 Shine · 92 CV (2014-2015)

2014
Gasóleo
FWD
Automático 6v
Citroën C4 Cactus - Vista 1
Citroën C4 Cactus - Vista 2
Citroën C4 Cactus - Vista 3
Citroën C4 Cactus - Vista 4

Especificaciones y análisis del Citroën C4 Cactus

Potência

92CV

Torque

230Nm

Consumo

3.5l/100

Emissões

92g/km

0-100 km/h

11.4s

Vel. Máx.

176km/h

Peso

1145kg

Preço

19,500

Resumo técnico

Combustível

Gasóleo

Transmissão

Automático 6v

Tração

FWD

Lugares

5 / 5 portas

Porta-malas

348 L

Tanque

50 L

Potência

68 kW

Estado

Atual

Especificações técnicas

Motor

Potência máxima92 CV / 68 kW
Torque máximo230 Nm
Tipo de combustívelGasóleo
TransmissãoAutomático 6v

Capacidades

Tanque50 L
Porta-malas348 L

Análise detalhada do Citroën C4 Cactus e-HDI 92 ETG6 Shine · 92 CV (2014-2015)

Descrição geral

O Citroën C4 Cactus de 2014 não foi apenas um carro, foi uma declaração de intenções. Num mundo de designs homogéneos, a Citroën atreveu-se a quebrar o molde com um veículo que priorizava a simplicidade, o conforto e uma estética inconfundível. Esta versão, com o seu eficiente motor diesel de 92 cavalos e caixa de velocidades pilotada, encarna na perfeição essa filosofia de ser diferente, de oferecer soluções engenhosas para problemas quotidianos, criando uma ligação emocional desde o primeiro olhar.

Experiência de condução

Ao volante, o C4 Cactus envolve-o numa bolha de conforto. A sua suspensão, marcadamente suave, filtra as irregularidades do asfalto com uma delicadeza que evoca os Citroën clássicos. O motor e-HDI de 92 cv tem um desempenho competente graças ao seu bom binário, ideal para uma condução tranquila e económica. No entanto, a experiência é manchada pela transmissão pilotada ETG6. A sua lentidão e os solavancos entre as mudanças quebram a harmonia do conjunto, gerando uma sensação agridoce num carro que, de resto, é extremamente agradável e leve de conduzir.

Design e estética

O design é a alma do C4 Cactus. Os famosos 'Airbumps' laterais não são um mero adorno; são um golpe de génio funcional que protege a carroçaria dos pequenos toques do dia a dia, um detalhe que lhe arranca um sorriso. A sua frente com faróis divididos e a sua silhueta arredondada conferem-lhe uma personalidade avassaladora. No interior, o minimalismo é lei. Os bancos dianteiros, inspirados num sofá, e o painel de instrumentos despojado criam um ambiente de sala de estar rolante, um espaço acolhedor e original, embora com sacrifícios práticos como as janelas traseiras de compasso.

Tecnologia e características

A tecnologia a bordo foca-se na simplicidade através de dois ecrãs digitais. Um ecrã tátil central de 7 polegadas agrupa quase todas as funções, desde o climatizador ao navegador, uma abordagem muito vanguardista para 2014 que hoje pode ser algo incómoda em movimento. O painel de instrumentos digital, por sua vez, oferece apenas a informação essencial, prescindindo até do conta-rotações. É uma tecnologia que procura ser intuitiva, mas cuja execução, especialmente na resposta lenta do ecrã, denuncia a passagem dos anos.

Concorrência

O C4 Cactus jogou numa liga própria, a meio caminho entre um compacto e um SUV urbano. Enfrentou pesos pesados como o Renault Captur, o Peugeot 2008 e o Nissan Juke. Enquanto o Captur e o 2008 ofereciam uma experiência mais convencional e transmissões automáticas mais refinadas, o Juke competia no terreno da audácia estética. O Cactus destacava-se de todos eles pelo seu incomparável conforto de condução e pela praticidade dos seus Airbumps, sacrificando em troca uma dinâmica mais desportiva ou acabamentos interiores mais luxuosos.

Conclusão

O Citroën C4 Cactus é um carro para o coração, não apenas para a razão. É uma ode à originalidade e ao bem-estar a bordo, um veículo que cuida de si e o distingue. O seu brilhantismo em design e conforto colide frontalmente com a frustração da sua caixa de velocidades pilotada e algumas poupanças de custos evidentes. É a compra perfeita para quem valoriza a estética e a condução descontraída acima do desempenho puro. Um carro com um carisma inegável que se atreveu a ser ele próprio, e só por isso, já merece um lugar especial na história do automóvel.