Especificaciones y análisis del Citroën C4 Cactus
Potência
82CV
Torque
118Nm
Consumo
4.3l/100
Emissões
98g/km
0-100 km/h
15s
Vel. Máx.
173km/h
Peso
1050kg
Preço
15,100€
Resumo técnico
Gasolina
Automático 5v
FWD
5 / 5 portas
348 L
50 L
60 kW
Atual
Especificações técnicas
Motor
Capacidades
Análise detalhada do Citroën C4 Cactus PureTech 82 S&S ETG Feel · 82 CV (2014-2017)
Descrição geral
O Citroën C4 Cactus de 2014 não foi apenas mais um carro; foi uma ousada declaração de princípios, uma lufada de ar fresco num mercado muitas vezes previsível. Nascido para desafiar o convencional, este veículo apostou na simplicidade, no conforto e num design que não deixa ninguém indiferente, priorizando a essência da condução e o bem-estar a bordo em detrimento da potência bruta ou do luxo supérfluo.
Experiência de condução
Ao volante, o C4 Cactus envolve-o numa atmosfera de calma e relaxamento. O seu motor de 82 cavalos não procura recordes de velocidade, mas sim oferecer uma condução suave e económica, ideal para a cidade e viagens tranquilas. A caixa de velocidades pilotada ETG define grande parte da experiência, com transições pausadas que convidam a uma condução serena e antecipada. Não é um carro para ter pressa, mas para desfrutar da viagem com uma suspensão que mima os ocupantes ao absorver as imperfeições do asfalto.
Design e estética
É aqui que o C4 Cactus se tornou um ícone. O seu design exterior, protagonizado pelos revolucionários 'Airbumps', não era apenas uma genialidade estética, mas uma solução prática para proteger a carroçaria dos pequenos toques do dia a dia. A sua silhueta, com faróis afilados e uma personalidade inconfundível, quebrou moldes. Por dentro, a filosofia minimalista continua com um painel de instrumentos limpo, onde um ecrã tátil centraliza quase todas as funções, e um painel de instrumentos digital que parece flutuar. É um habitáculo que se sente espaçoso, original e profundamente diferente.
Tecnologia e características
A tecnologia do C4 Cactus focou-se na simplificação. O ecrã tátil de 7 polegadas foi o seu coração digital, agrupando climatização, multimédia e configurações do veículo num só lugar, uma decisão vanguardista que limpou o painel de botões. O painel de instrumentos digital acrescentava um toque futurista, embora a informação exibida fosse básica. No entanto, a tecnologia mais notória e controversa foi a sua caixa de velocidades pilotada ETG, um sistema que automatizava uma caixa manual, mas cuja lentidão e funcionamento por vezes brusco não convenceu a todos da mesma forma.
Concorrência
Num segmento tão competitivo como o dos crossovers compactos, o C4 Cactus enfrentou titãs como o Nissan Juke, outro modelo com uma estética muito pessoal e polarizadora. Também competiu com o best-seller Renault Captur, que jogava a cartada da personalização e da praticidade, e com o seu primo, o Peugeot 2008, que oferecia uma experiência de condução mais tradicional e um interior de maior qualidade percebida. Perante eles, o Cactus foi sempre o mais original e arrojado.
Conclusão
O Citroën C4 Cactus é um carro com alma, um veículo para quem valoriza a autenticidade e o design inteligente acima do desempenho puro. Foi uma aposta corajosa que demonstrou que se podia ser diferente e funcional ao mesmo tempo. Embora o seu desempenho seja modesto e algumas das suas soluções tecnológicas, como a caixa ETG, sejam melhoráveis, o seu caráter único, o seu conforto excecional e o seu baixo custo de utilização tornam-no uma opção inesquecível e cheia de carisma.




