Citroën C3 Pluriel 1.6i 16v SensoDrive Exclusive · 109 CV (2008)

2003
Gasolina
FWD
Automático 5v
Citroën C3 Pluriel - Vista 1
Citroën C3 Pluriel - Vista 2
Citroën C3 Pluriel - Vista 3
Citroën C3 Pluriel - Vista 4

Especificaciones y análisis del Citroën C3 Pluriel

Potência

109CV

Torque

147Nm

Consumo

6.7l/100

Emissões

160g/km

0-100 km/h

13s

Vel. Máx.

188km/h

Peso

1280kg

Preço

16,526

Resumo técnico

Combustível

Gasolina

Transmissão

Automático 5v

Tração

FWD

Lugares

4 / 2 portas

Porta-malas

267 L

Tanque

47 L

Potência

80 kW

Estado

Atual

Especificações técnicas

Motor

Potência máxima109 CV / 80 kW
Torque máximo147 Nm
Tipo de combustívelGasolina
TransmissãoAutomático 5v

Capacidades

Tanque47 L
Porta-malas267 L

Análise detalhada do Citroën C3 Pluriel 1.6i 16v SensoDrive Exclusive · 109 CV (2008)

Descrição geral

O Citroën C3 Pluriel não é apenas um carro, é uma declaração de intenções, um veículo camaleónico que encapsula a audácia e a criatividade da Citroën no início dos anos 2000. Concebido como vários carros num só, a sua promessa era oferecer a versatilidade de uma berlina compacta, o prazer de um cabriolet e a liberdade de um spider, tudo num pacote simpático e acessível. É um carro que apela diretamente à emoção, ao desejo de viver o dia a dia de uma forma diferente e divertida.

Experiência de condução

Ao volante, o C3 Pluriel com o seu motor 1.6 de 109 cv oferece uma resposta alegre e suficiente para se mover com agilidade tanto na cidade como na estrada. Não é um desportivo, mas a sua leveza e a sensação de ir a céu aberto tornam-no numa experiência deliciosa. A caixa de velocidades SensoDrive, embora inovadora para a sua época, pode parecer algo lenta nas suas transições, convidando a uma condução mais relaxada e contemplativa. A suspensão, fiel à tradição da Citroën, prioriza o conforto, filtrando bem as irregularidades e tornando cada viagem um passeio agradável, especialmente quando o sol e a brisa são os seus copilotos.

Design e estética

O design é a alma do Pluriel. As suas formas arredondadas e amigáveis, herança do C3 padrão, combinam-se com uma solução de tejadilho única e modular. Os dois grandes arcos longitudinais não só definem a sua silhueta, como são a chave da sua transformação. Poder desmontá-los para o converter num autêntico spider é um rasgo de genialidade que nenhum outro carro do seu segmento ofereceu. Esta audácia, no entanto, trazia o inconveniente de não poder guardá-los no carro. O interior, simples e funcional, jogava com cores e texturas para criar um ambiente descontraído e coerente com o seu espírito lúdico.

Tecnologia e características

Para a sua época, o Pluriel incorporava elementos interessantes como a direção assistida variável com a velocidade ou a caixa manual pilotada SensoDrive com patilhas no volante, uma tecnologia derivada da competição que procurava aliar conforto e controlo. O sistema de capota elétrica era complexo e representava a sua maior proeza tecnológica. No entanto, visto com olhos atuais, o seu equipamento é modesto, com um sistema de áudio básico e sem as ajudas à condução ou a conectividade que hoje damos por garantidas.

Concorrência

O C3 Pluriel jogou numa liga própria. Embora pudesse ser comparado com outros pequenos descapotáveis da época como o Peugeot 206 CC ou o Nissan Micra C+C, nenhum oferecia a sua modularidade extrema. Estes rivais apostavam em tetos rígidos retráteis, mais práticos e seguros, mas que não permitiam a configuração 'spider' total do Pluriel. O seu verdadeiro rival era a convencionalidade; o Pluriel era a alternativa para quem procurava algo genuinamente distinto e com mais personalidade.

Conclusão

O Citroën C3 Pluriel é um carro para o coração. Um futuro clássico que celebra a originalidade e o prazer de conduzir sem capota. O seu conceito audacioso torna-o tão especial como imperfeito, com a praticidade sacrificada no altar do design e da versatilidade. É uma compra passional, ideal para quem valoriza a exclusividade de ter vários carros num só e está disposto a perdoar-lhe os seus pequenos caprichos, como a gestão dos seus arcos. Conduzi-lo é uma terapia contra o tédio, um lembrete de que os carros também podem ser divertidos e emocionantes.